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Como Messi se tornou um motor econômico bilionário de Miami

O Nu Stadium, inaugurado na semana passada e cuja construção ganhou urgência após a chegada de Lionel Messi em 2023, está no centro de um projeto de US$ 1 bilhão

Torcedores comemoram durante um jogo do Inter Miami em 2023 no bar esportivo Grails Miami. Alexia Fodere para o WSJ

 Arian Campo-Flores

Quase três anos após chegar para jogar pelo clube da Major League Soccer desta cidade, Lionel Messi entregou resultados dentro de campo, levando o Inter Miami ao seu primeiro título da liga no ano passado e tornando-o o time mais valioso da MLS.

Mas seu impacto vai muito além do campo: ele tem sido um motor de estímulo econômico para a região de Miami, elevando seu perfil internacional, atraindo multidões de turistas e impulsionando setores como imobiliário, hotelaria e varejo.

O exemplo mais recente da força econômica de Messi: a inauguração, na semana passada, do novo estádio do clube, cuja construção o Inter Miami acelerou após sua chegada. O Nu Stadium, com capacidade para 26,7 mil pessoas e localizado próximo ao Aeroporto Internacional de Miami, é o centro do projeto Miami Freedom Park, de US$ 1 bilhão e cerca de 530 mil metros quadrados, que incluirá mais de 93 mil metros quadrados de áreas comerciais, espaços de entretenimento, escritórios e hotéis.

Colocar um valor exato em dólares sobre o que o argentino representou para a economia do sul da Flórida é difícil. Sua chegada coincidiu com a entrada de novos moradores ricos que impulsionaram os gastos. Ainda assim, estimativas locais apontam impactos na casa dos bilhões de dólares, indo muito além do novo estádio e de seu entorno.

Messi, considerado por muitos o maior jogador de futebol de todos os tempos, ajudou a consolidar Miami como um centro de futebol e de outros grandes eventos esportivos internacionais. A vizinha Miami Gardens sediou a final da Copa América de 2024, vencida pela Argentina com Messi como capitão. No ano seguinte, o mesmo estádio recebeu oito jogos do Mundial de Clubes da FIFA, incluindo dois com o Inter Miami. Agora, prepara-se para sediar sete partidas da Copa do Mundo da FIFA neste verão.

Esses eventos, junto com outros como o Grande Prêmio de Miami de Fórmula 1, o torneio de tênis Miami Open e o World Baseball Classic, geram bilhões de dólares em atividade econômica, disse Suzanne Amaducci, responsável pela área imobiliária do escritório Bilzin Sumberg e assessora externa do comitê organizador da Copa do Mundo de 2026 em Miami. Eles também expõem visitantes internacionais aos bairros, restaurantes e outras atrações da região.

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